KamehamE3 2017: Por EduFarnezi

Ao contrário do que aconteceu nos anos de 2015 e 2016, eu não estava esperando muita coisa das conferências dessa E3 de 2017. Aliás, já deixo claro que o foco nesse texto são as conferências, mesmo eu tendo ciência de que o evento não se limita e elas.

Não farei aqui um resumo das conferências e minhas opiniões detalhadas sobre as mesmas. Primeiro que já passou o timing disso, segundo porque eu não teria muita coisa boa para falar das conferências no geral, então prefiro não dar a certeza aos leitores sobre minha “rabugentisse” gamer.

Esse texto pincela a E3 sob minha ótica e trata em específico da minha surpresa ao analisar mentalmente todas as conferências e me tocar de qual foi o único anúncio que me fez perder um pouco a linha e ficar eufórico.

Como o usual eu não esperava absolutamente nada da conferência da EA. Na verdade essa conferência só confirmou minha teoria de que a companhia não faz ideia do que fazer com Need for Speed, série essa que há anos passa por uma inexplicável crise de identidade.

A única coisa interessante vinda da EA nesse ano é o anunciado Anthem, mas que somente teve seu gameplay revelado na conferência da Microsoft.

Nesse ano em específico eu esperava uma fraca e burocrática conferência da Sony, sem nenhuma surpresa. Dito isso, mesmo com um maravilhoso gameplay do novo Spider Man, a gigante japonesa entregou uma conferência exatamente conforme previ: fraca e burocrática.

A Bethesda foi um enorme desperdício de potencial. Uma conferência estruturalmente bagunçada, que teve seus dois mais impactântes trailers (The Evil Within 2 e o novo Wolfentein) somente lá no final e que conseguiu trazer Quake ao palco e não fazer nenhum burburinho com o mesmo.

Em tempo: Parem com versões de Skyrim!

As conferências até aqui citadas não tiveram nada que me chamassem realmente a atenção e me foram facilmente as mais fracas do evento. Nintendo, Ubisoft e Microsoft tiveram, a meu ver, as melhores conferências. E sim, vou ignorar completamente a convenção de PC Gaming por motivos óbvios.

A Nintendo não faz conferências de palco há muito tempo, o que e uma lástima. Nessa E3 de 2017, primeira conferência da empresa pós lançamento do Switch, a Nintendo teve possivelmente sua melhor participação nesse formato “Direct E3”.

Apesar disso, eu esperava algo mais bombástico e ousado da Nintendo nesse momento em que ela tem um novo console no mercado e que precisa fazer dele algo que o WiiU passou longe de ser: um sucesso.

Apostar em sua fã-base única e simplesmente foi um dos problemas estratégicos do WiiU e não vi nessa E3 uma mudança de direção nesse sentido.

A Ubisoft trouxe um novo jogo que me chamou muita a atenção, Skull & Bones. Carinhosamente chamado por mim de “Sea of Thieves para quem não joga mais Minecraft”, o jogo mostrou potencial.

Foi da Ubi o momento mais “realização de sonho” do evento, graças ao anuncio da sequência de Beyond Good and Evil. Apesar de ter sido apresentado apenas um trailer em CGI e de obviamente não possuir o peso de um Final Fantasy VII Remake, ou muito menos o de um Shemue 3, foi uma boa surpresa.

Deixo claro meu repúdio por não trazerem de volta ao palco Aisha Tyler. #iloveyouaisha .

Eis que chegamos à Microsoft, aquela que me foi não somente a melhor conferência, mas também a que eu mais aguardava.

Com um bom ritmo e maior conteúdo mostrado (e não estou aqui considerando qualidade, deixo claro), eu estava bem ansioso para ver o como a Microsoft abordaria a questão do Scorpio nessa E3.

Assim como para a Nintendo, seria um momento muito importante para a Microsoft mostrar que a partir de agora a família Xbox não continuaria a apostar somente em sua base de usuários, mas que se arriscaria e iria brigar pela parcela de gamers que não é muito atraída pelo tipo de experiência de jogo que o One proporciona hoje.

Era o momento também de a Microsoft deixar claro que o Scorpio não seria um simples upgrade do One e que haveriam claras vantagens em adquirir o novo console com preço de venda de 500 dólares.

Pessoalmente a empresa fracassou miseravelmente em ambas as questões (e isso será tratado em um texto a parte). Aliás, falhou também no nome oficial do novo console: XBox One X.

Entretanto, ao longo de vários trailers e gameplays de jogos que iam do interessante ao tenebroso, algo ao longo dessa conferência saltou aos olhos. Algo que honestamente eu não esperaria ver em nenhuma conferência, em especial no palco da Microsoft.

Apesar de alguns dias antes um vazamento de informações ter revelado o projeto, jamais imaginei que um jogo baseado em um anime ganharia algum destaque ao longo das conferências.

Após um chato e longo trailer de gameplay de State of Dacay 2, Dragon Ball FighterZ rouba a cena e em menos de um minuto e meio mostra o quanto o jogo está deslumbrante e que vem para brigar seriamente por um lugar entre os melhores jogos de luta competitivos atuais do mercado.

Em desenvolvimento pela Arc System Works, mesma equipe por trás de Guilty Gear Xrd, fica claro que a tecnologia desenvolvida para a citada franquia na atual geração foi refinada e proporciona visuais ainda mais impressionantes.

Segue abaixo o trailer apresentado na conferência da Microsoft.

Normalmente a E3 é o evento em que os grandes games AAA são anunciados e que as notícias bombásticas surgem ou são confirmadas. Quem diria que em uma E3 o que mais me chamaria a atenção seria um jogo da Bandai Namco, de luta e baseado em um anime.

Vou mais longe. Quem diria que o único novo jogo anunciado que verdadeiramente me chamaria a atenção, que realmente causaria em mim um hype com valor de mais de oito mil, ao longo de toda uma E3 seria um Dragon Ball.

Deixemos claro que realmente a E3 de 2017 foi muito fraca com relação a novos anúncios de jogos, mas isso não tira o brilho próprio de Dragon Ball FighterZ e de todo o hype mundial que foi criado em volta do projeto, apesar disso com certeza tê-lo auxiliado a ser o grande destaque de toda a feira.

Considerando somente as conferências, que foram de fracas a aceitáveis, gostaria de deixar o meu muito obrigado para o Goku, por me trazer alguma euforia nessa E3 2017. Isso foi um justíssimo pagamento por eu ter emprestado a minha energia vital a ele, tantas vezes quantas necessárias o foram, para criar inúmeras Genki Damas.

Marvel vs Capcom Infinite que se cuide!

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Gamer por paixão, cinéfilo por vocação, leitor de mangás e HQs por criação e nerd pela somatória dos fatores. Acredita que os únicos possíveis cenários de apocalipse são Zumbis e Skynet e não sai para noitadas por medo do que Segata Sanshiro pode fazer se encontrá-lo.

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4 comentários em “KamehamE3 2017: Por EduFarnezi
  1. Já pensou se o próximo fica como “XBOX One X 2” que rolo! Pior é que o XONE agora poderá ser abreviado de XXX, já que o nome contempla 3X. Malandra mesmo é a Sony que faz décadas e só usa um nome e acrescenta um número no final. Eu até prefiro… você lembra do Vita? Nome de suplemento vitamínico em portátil? ^_^
    Mas olha, o que eu mais vejo por aí é o pessoal com o mesmo discurso, a mesma sensação que seu texto trouxe. Isto é. A E3 foi fria e sem graça. Eu acho que o pessoal está esquecendo que videogame é entretenimento. Talvez… esta E3 devesse se chamar E2. Comeram um “E” aí com certeza.

    Curtido por 1 pessoa

    • ONE XBOX.
      ONE XBOX BOX.
      ONE XBOX ONE.
      ONE XBOX ONE BOX.
      ONE XBOX ONE X.
      ONE XBOX ONE X BOX.

      Curtido por 1 pessoa

    • Tive que comentar e rir com o seu comentário do XXX hahahaha!
      Mas realmente esperta é a Sony que só acrescenta o número do lado, só espero que não fiquei igual FF que chegou no XV hahahaha! Mas eu ainda prefiro nomes antes dos oficiais que são bem melhores que esses: Ultra 64, Project Reality, Scorpio, Dolphin, Revolution X e assim vai hahahaha XD Malucos, mas eu curto!

      Mas voltando ao texto do Eduardo, esse E3 foi bem fraca mesmo, mas era de esperar, depois do ano passado com apresentação de jogos que só saíram em 2018, esse ano foi repeco ou mais vídeos de jogos que só saíram em 2020 agora.

      Sobre DBZ, foi um dos melhores anúncios da E3. Desde pivete quando jogava SNES sonhava com um DBZ ao estilo SF. Nossa! Jogar aqueles DBZ de Snes era difícil pakas e sempre me perguntava pq não faziam algo fluído como em SF. Depois 20 anos meus desejos estão sendo atendidos. Alias, muita gente entrou com essa ideia que uma das melhores coisas foi esse DBZ.

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      • Mas isso que o Eduardo escreve eu li em outros blogs, meio que existe um consenso que a E3 foi fraca apesar de coisas muitos legais mas pontuais, como DBZ e Mario. Kkkkkkk nomes de consoles sempre rendem zueira. ^_^ Rapaz, de todos o que mais me marcou foi o Ultra 64 por causa das revistas da época que só falavam nele!
        Não sou super fã mas gosto bastante de DBZ. O que me incomodava nos jogos dos 16bit era o sistema de dividir a tela quando um voava e o outro ficava em solo, putz pra quê fazer aquilo? Se esse novo DBZ for 100% Street Fighter Style, ai sim vai ficar lindo!
        Falou ivo!

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Quem disse?! Parte do pagamento da aposta perdida: Concluído.
E vou te te falar, foi MUITO mais fácil que o esperado. Eu mal jogo saporra! Kit Destiny 2: concluído!
Agradecimentos especiais ao senhor André Pozar. Daí tu acha que capturou um Rattata e...
Surpresa! Aquele momento em que você descobre que se mudou para o lado de um PokeStop! QlikView, meu velho colega...
Há algum tempo não lhe vejo.
Bon dia!
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