O Melhor e o Pior de 2015

Bom Ruim 2015 EduFarnezi

Assim como em qualquer outro ano, 2015 foi uma caixinha de surpresas para os gamers. Verdadeiras pérolas lapidadas foram lançadas ao longo do ano, games que nos fazem lembrar o porque somos apaixonados pelo entretenimento eletrônico. Entretanto, também como o usual, tivemos inúmeras decepções ao longo do ano que se findou, bem como o lançamento de absolutas porcarias.

Parafraseando o narrador do canal pago TNT: “Faz parte dos games, faz parte da vida, faz parte do mundo do entretenimento eletrônico”.

Uma vez findado 2015 e considerando que tive a oportunidade de jogar alguns dos games mais aclamados desse ano somente nos meses de novembro e dezembro, aproveito para deixar aqui no Gamerniaco, nesse comecinho de 2016, os melhores e piores games lançados em 2015. Também deixarei os games mais decepcionantes e mais surpreendentes do ano em questão.

A dinâmica será a seguinte: Escolherei de um jogo principal como escolha de cada categoria, mas citarei outros games que “concorreram” ao mérito (ou demérito). Lembrando que tudo o aqui exposto representa uma opinião pessoal, que reflete meus gostos e o que eu espero de um game. Assim sendo, caso não concorde com algo, paciência. Melhor ainda, deixe aí seu comentário acerca de o que você consideraria em cada categoria, mas tudo com educação e decoro ok?

Decepção 2015

Comecemos com as decepções, ou seja, games os quais eu aguardava algo acima da média, mas que se mostraram, nos melhores dos casos, extremamente medianos. Lembrando que considerarei aqui, bem como na próxima categoria, os games em estado de lançamento. Mesmo que a produtora tenha lançado em algum dos casos uma cacetada de pacths para consertar o game posteriormente, isso não será considerado.

ultra-streetfighter4-posterAo longo de 2015 alguns games dos quais eu aguardava muita coisa se mostraram extremamente incompletos, mas todos funcionais, exceto um lançamento não exatamente novo: a versão para PS4 de Ultra Street Fighter 4.

No lançamento do jogo a quantidade de bugs, inconsistências e afins deixavam o game absolutamente impossível de ser jogado adequadamente. Apesar disso, como não se trata exatamente de um game novo, mas somente um port, não o elegi enquanto game mais decepcionante de 2015.

Outros dois games que estavam em minha lista de concorrentes possuem nomes poderosos, são de franquias conhecidíssimas e por isso mesmo possivelmente muitos me julgarão: Need for Speed e Hallo 5.

Ambos os games, quando comparados a versões anteriores de suas franquias, possuem muito menos conteúdo do que o esperado. Pessoalmente, não há justificativa para que um game possua menos conteúdo que iterações passadas, a não ser que o corte de conteúdo tenha cunho de limitação tecnológica. Se assim o for, que não se tente fazer o jogador engolir um monte de bobagens corporativas, muitas vezes sem sentido lógico algum, apenas assuma a limitação encontrada e pronto.

Como competidores finais, temos dois games que simplesmente não são bons, o que dado o background das produtoras fez que que ambos se transformassem em terríveis decepções: Game of Thrones e Dying Light.

Entretanto, próximo ao final do ano, um game surgiu e tomou oficialmente para si o prêmio de Decepção do Ano de 2015. Mesmo com todo o hype advindo do maior lançamento dos cinemas desse ano, quiçá da história. Sim, a minha maior decepção do ano de 2015 é Star Wars Battlefront EA.

starwarsbattlefrontheader1

Apesar de absolutamente belo, de uma trilha sonora matadora e de trazer toda a aura de Star Wars para seu PS4 / Xbox One, o jogo leva um couro feio quando comparado aos antigos Battlefronts. Acabou-se um robusto modo campanha, as batalhas espaciais, a grande quantidade de mapas, de tropas terrestres e de veículos utilizáveis e acabou-se a necessidade de tática para se jogar as batalhas terrestres. É inconcebível que um game milionário de 2015 tenha tão menos conteúdo e valor agregado do que games lançados a mais de 10 anos atrás!

Battlefront EA, apesar de ter sido desenvolvido pela DICE, dá a impressão de que estamos jogando um Call of Duty raquítico. Exatamente, um Call of Duty, mas com menos conteúdo do que o que a franquia da Activísion costuma nos apresentar. Pense nisso.

Para fechar o pacote, o game possui uma cacetada de DLCs inúteis e seguindo a tradição da EA, desde o lançamento já possuía versões “completas” a venda pelo dobro do preço de um lançamento Triple A. O problema é que a diferença entre a versão regular da versão “completa” são alguns poucos DLCs, ou seja, não adiciona verdadeiramente nada a experiência do gamer.

Pior 2015

Vamos partir para o framboesa, para o prêmio que nenhum game quer: o prêmio de Pior de 2015. Imagino que não há necessidade de explicar o “qualé” desse prêmio, então prossigamos.

Evolve_Box_ArtO ano já começou com uma grande promessa de um grande game. Com uma proposta interessantíssima de multiplayer assimétrico e dos criadores de Left 4 Dead, um ótimo game para se divertir com seus amigos, tudo levava a crer que Evolve seria um forte candidato a, pelo menos, uma grande surpresa desse ano. Imagine minha tristeza ao constatar que o game é tão ruim que ele pulou a fase de decepção e caiu diretamente como um concorrente a pior game de 2015.

Em resumo, em uma partida uma equipe de quatro jogadores irão caçar um monstro, controlado por um quinto jogador. A equipe tem de encontrar o monstro no mapa, seguindo uma série de pistas, enquanto o monstro se fortalece. Quanto mais o monstro conseguir fugir da equipe e ir se fortalecendo, mais poderoso estará no momento do inevitável embate contra os caçadores. O processo de caça é tedioso e a partida desbalanceada. Caso os caçadores achem rapidamente o monstro, ele estará muito fraco e será derrotado rapidamente, mas caso o monstro consiga alcançar o level máximo ele derrotará os caçadores sem grandes problemas.

Para fechar o pacote, o game possui uma falta de conteúdo tão grande quando o mencionado em Battlefront EA. Beleza pura, heim?!

Mesmo com competidores fortes como o previsivelmente ruim Tony Hawks Pró Skater 5 e o decepcionante Battlefield: Hardline, que nada mais é do que uma desculpa safada para utilização do nome Battlefield visando vendas, Evolve levaria esse prêmio fácil. Assim o seria até que eu pudesse jogar dois games em específico, ironicamente ambos exclusivos do PS4, que fizeram minha escolha ser alterada.

O primeiro deles foi The Order: 1886. Um game que apesar de ser visualmente deslumbrante, mais parece um tech demo. Extremamente linear, com quase zero de interação com o ambiente e com zero de propósito nos poucos momentos de interação, recheado de desinteressantes QTEs e com uma das piores A.I. dessa geração, The Order: 1886 foi algo além de decepcionante.

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Entretanto, um game conseguiu ser tão ruim a ponto de me irritar desde o primeiro minuto de jogo. Um game tão ruim que deveria ter ficado somente lá no Japão mesmo. Com um gameplay passado de ruim, campanha diminuta, repetitiva e sem sentido, variedade de modos de jogo pífias, netcode terrível e multiplayer sem matchmaking, visual terrível e carregando consigo o nome do maior dos Kaijus da história, o premiado com o demérito de Pior Jogo do Ano de 2015 é Godzilla.

Surpresa 2015

Não somente de coisas ruins viveu o gamer. O ano de 2015 nos trouxe muitas surpresas positivas no que cerne a games. De games indie a triple A, de games para consoles de mesa à portáteis e mobiles, muito game surpreendente chegou até nós.

horizonchase-apptutsComecemos com a grande surpresa mobile do ano, o brasileiro Horizon Chase. Um game claramente desenvolvido por uma equipe apaixonada elo o que faz, inspirado em clássicos jogos de corrida como Top Gear. Top Gear, inclusive, por certo foi o maior inspirador dos desenvolvedores.

O game possui um gameplay perfeito para os padrões mobile, um visual cheio de estilo e uma trilha sonora animal composta por Barry Leitch. Para quem não sabe, Leitch foi o compositor da trilha sonora de Top Gear. Fala sério maninho!

Outras duas surpresas que ninguém viu chegando tão forte foram Rocket League e Ori and the Blind Forest.

Enquanto o primeiro é pura diversão descompromissada, trazendo um gameplay simples e funcional em uma arena de “futebol com carros”, o segundo traz um metroidvania da melhor qualidade com um dos melhores visuais artísticos da geração. Dois games por certo obrigatórios para qualquer gamer.

TM_WiiU_Splatoon_sharing_image_400Com indubitavelmente o melhor multiplayer do ano, Splatoon chegou ao WiiU e de pouco em pouco roubou os corações dos jogadores. Não deixe que seu visual fofo e colorido o engane, o game traz um robusto gamplay que mistura deathmatch e conquista de território. Um frescor de novidade em um gênero já batido. A Activísion bem que poderia aprender algo por aqui.

Life is Strange chegou com sua narrativa única e storyline hipnótico e assim, devagarzinho, se tornou um dos games mais apaixonantes de 2015. Para muitos um dos melhores games desse ano.

Agora, surpresa mesmo, foi dois jogos com lançamento anuais e um game baseado em uma franquia de filmes, serem verdadeiramente bons. Se não todos bons, pelo menos melhores do que os games lançados em 2014. E 2013. E 2012. Vocês entenderam.

Os games em questão são Assassin´s Creed Syndicate, Call of Duty: Black Ops 3 e Mad Max. Os dois primeiros são surpreendentes por trazer realmente mais conteúdo do que em iterações anteriores. Já era hora, senhoritas UbiSoft e Activision. Quanto a Mad Max, apesar de o game ser baseado nos filmes, é um ótimo game, o que por si só é uma surpresa.

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Por fim, o prêmio de Surpresa do Ano de 2015 para quem vos escreve foi Rainbow Six: Siege. A UbiSoft realmente conseguiu criar um game tático, que obriga todos os integrantes da equipe a cumprirem suas funções designadas. Complete o pacote com bons modos de jogo, um bom netcode e uma comunidade online atuante e os amantes de FPS, que não Call of Duty, se sentirão no nirvana.

Melhor 2015

Eis que chegamos à cereja do bolo de 2015. Somente a nata da nata do mundo do entretenimento eletrônico. Mas antes de começar, gostaria de deixar clara a ausência de alguns dos óbvios possíveis candidatos a melhor game de 2015, pelo simples fato de não tê-los jogado. Aqui se incluem Fallout 4 e Batman Arkhan Knight. Caso nas categorias anteriores possam sentir falta de jogos que poderiam compô-la, possivelmente o motivo é o mesmo. Dito isso, prossigamos!

mortal-kombat-x_xt5yComo amante de fighting games, mesmo que não muito fã da série, Mortal Kombat X se mostrou um verdadeiro respeito ao consumidor, além de um bom game de luta enquanto analisado sob a ótica de mecânicas de jogo, e por isso aqui está.

Além de belíssimo, o game conta com um respeitável modo de história (mesmo que não tão bom quando o contido no game anterior), inúmeras opções de jogo, vários personagens a escolha e uma mecânica de jogo que o faz ficar um passo mais próximo de um fighting game competitivo de primeira linha. Se tudo isso não bastasse, cada personagem possui três estilos de luta diferentes, o que influência diretamente no match-up e nas estratégias de combate.

Mortal Kombat X não é minha escolha enquanto melhor game de 2015, mas é o game que despertou minha vontade para treinar com afinco algum game da franquia.

Apesar de eu não ser um grande fã de FPS, um game lançado em 2014 chamou minha atenção por unir conceitos de MMORPG a um competente gunplay. Foi assim que conheci e rapidamente dispensei Destiny, um game que em seu período de lançamento, era cheio de boas ideias, mas com uma execução muito aquém do esperado.

Destiny_The_Taken_King_coverMeses depois do lançamento, já em 2015, a versão The Taken King foi lançada e isso mudou completamente o game, tornando-o um de meus games favoritos de 2015. Possivelmente foi o game que mais joguei no segundo semestre de ano que acaba de se findar.

Assim como em todo bom MMORPG o game conta com patrulhas nos mundos disponíveis, evolução de níveis, evolução de armamentos, armaduras e itens afins, missões cooperativas e single-player, classes e raças a escolha para criação de seu personagem e muito mais.

Apesar de ser um game que me fez jogar FPS com uma empolgação que pouquíssimos games do gênero o fizeram, Destiny: The Taken King não é o meu game do ano de 2015.

Outros dois jogos me fizeram extremamente feliz em 2015, feliz o suficiente para cogitá-los como concorrentes a melhor game de 2015. O primeiro deles é Bloodborne, o outro é Rise of the Tomb Raider.

riseofthetombraider_box_xboxoneApesar de games absolutamente fabulosos, cada qual em seu gênero, pesou o fato de cada qual ser basicamente uma evolução daquilo que já havia sido apresentado em jogo(s) anteriores. Rise of the Tomb Raider é uma evolução do reboot que a série ganhou na geração passada, enquanto Bloodborne é um Dark Souls com uma nova roupagem e com exclusividade da Sony.

São games que mereceriam sim esse prêmio, sem sombra de dúvidas, mas quando comparados aos outros dois games que compõem a lista de concorrentes, o fato acima mencionado pesou. Assim sendo, vamos a eles.

De um lado temos um game que se já na terceira versão de sua série, trouxe uma imersão abismal, um mundo aberto absolutamente vivo, um gameplay muito competente, um conteúdo de jogo massivo e uma história fenomenal. De outro lado, temos um game que se já na quinta versão de sua série, trouxe inúmeras inovações em mecânicas de gameplay, uma quantidade enorme de conteúdo e sua história, que se não com tantos cut-scenes quanto a série sempre o teve, é importantíssima dentro do canon da franquia.

Sem mais delongas, os dois finalistas para melhor game do ano de 2015 são The Wichter 3: Wild Hunt e Metal Gear Solid V: The Phanton Pain.

Enquanto o primeiro possui indubitavelmente mais conteúdo e um mundo aberto maior, o segundo possui uma história muito mais envolvente e sem sombra de dúvidas um gameplay melhor.

Tecnicamente ambos são equivalentes. Ambos são lindíssimos e a trilha de sonora de ambos é variada e de alta qualidade. O protagonista dos dois jogos é muito carismático e os personagens de suporte cumprem brilhantemente seu papel.

Metal-Gear-Solid-5

Pessoalmente, com relação a história, protagonista e personagens secundários, Metal Gear Solid V: The Phanton Pain leva vantagem e devido a essa diferença o último game do mestre Kojima enquanto funcionário da Konami e responsável da franquia que ele mesmo criou é o Melhor Jogo do Ano de 2015.

Possivelmente essa irritou alguns por aí, mas é a vida. De repente alguns de meus colegas de blog façam uma matéria similar e possuam opiniões diferentes das minhas. Para saber quem somos, clique AQUI.

O meu próximo texto tratará de minha participação no “MeMe Gamer 2015”.
Até lá!

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Gamer por paixão, cinéfilo por vocação, leitor de mangás e HQs por criação e nerd pela somatória dos fatores. Acredita que os únicos possíveis cenários de apocalipse são Zumbis e Skynet e não sai para noitadas por medo do que Segata Sanshiro pode fazer se encontrá-lo.

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Publicado em Artigo
Um comentário em “O Melhor e o Pior de 2015
  1. […] para o “MeMe Gamer”. Alguns dos games que não citei aqui estão na minha matéria O MELHOR E O PIOR 2015, mas é claro que ainda assim muito foi omitido. Ao longo do ano de 2016 pretendo fazer um diário […]

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